A Dupla

Luiz Carlos Pereira de  e Guttemberg Nery Guarabyra Filho foram apresentados um ao outro em 1966, na casa do poeta e letrista Nelson Lins de Barros, seu amigo comum. Em seus concorridos saraus, Nelson costumava juntar cantores e compositores consagrados a jovens valores da música brasileira. Embora sua primeira parceria musical - "Me Faça Um Favor"- só viesse a se concretizar em 1971, eles tornaram-se amigos desde então. A dupla tem um repertório de mais de 400 músicas de sua autoria  e com outros parceiros gravadas por eles próprios ou por intérpretes das mais diversas tendências e gerações como Ellis Regina, Erasmo Carlos, Roupa Nova, Ivan Lins, MPB4, Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Ornella Vannoni, Belle & Sebastian, Zizi Possi, Chitãozinho & Chororó, João Donato, Marina Lima, Pery Ribeiro, Golden Boys, Milton Banana Trio, Evinha, Biquíni Cavadão, Amelinha, Flávio Venturini, Nilson Chaves, Selma Reis, Agostinho dos Santos, Celly Campelo, 14 Bis, Sérgio Reis, O Terço, Oswaldinho, Quarteto em Cy, Marcos Sabino, Nora Ney & Jorge Goulart, Luhli, Simone, Elza Soares, Nara Leão, Celso Blues Boy, Tavito, Trio Esperança, Gal Costa, The Fevers, Biafra, Cynara, Marisa Gata Mansa, Danilo Caymmi e dezenas de outros. Este site resume a história destes mais de quarenta e cinco anos de música e amizade.


Luiz Carlos Pereira de SÁ nasceu na manhã de 15 de outubro de 1945 na Casa de Saúde São Sebastião, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Mas cresceu e passou a infância em Vila Isabel, onde aprendia sambas de Noel Rosa com os pais e a irmã. Na adolescência mudou-se para a Tijuca. Lá fazia parte de um grupo de compositores e cantores que se reunia na casa de Luhli (mais tarde da dupla Luhli & Lucina). Foi Luhli quem gravou, em 1965, suas primeiras músicas. Nesse mesmo ano foi apresentado ao produtor Milton Miranda, da gravadora Odeon. Daí surgiram seus primeiros sucessos de execução radiofônica: "Giramundo" com Pery Ribeiro, "Baleiro" com Luhli e "Capoeira de Oxalá" com Rosa Maria Colyn.
Em 1966, classificado no Festival Internacional da Canção, Sá partiu então para uma breve carreira solo, gravando um single produzido por Oscar Castro Neves na então RCA ("Inaiá" e "Canto do Quilombo") e sendo gravado por nomes como o MPB4 ("Siá Menina") e Nara Leão ("Menina de Hiroshima", em parceria com Chico de Assis). Neste mesmo ano participou do espetáculo "Samba Pede Passagem", do grupo Opinião, sob a direção de Paulo Pontes e Armando Costa, onde ao lado de Aracy de Almeida, Baden Powell e MPB4 integrou um grupo de jovens "cantautores" chamado "Grupo Mensagem", com Sidney Miller, Marco Antonio Menezes, Soninha Ferreira (depois integrante do Quarteto em Cy) e o futuro cineasta Paulo Thiago.
Paralelamente à música, fez parte da equipe do legendário jornal-escola "O Sol" onde teve mestres de jornalismo do calibre de Reynaldo Jardim, Martha Alencar, Nelson Rodrigues, Ana Arruda Callado, Otto Maria Carpeaux e muitos outros. Datam também do final da década de 60 suas primeiras experiências com jingles de propaganda quando foi chamado por Nelsinho Motta para formar com Marcos e Paulo Sergio Valle a equipe de criação da produtora Aquarius.
1971 foi um ano frutífero para ele: ao mesmo tempo em que era programador da Rádio JB e editor do "Plug" - suplemento musical do jornal carioca "Correio da Manhã", com colaboradores como Torquato Neto e Wally Salomão - foi contratado por Mariozinho Rocha para a Odeon, gravando um single com "Povo do Ar" - sua primeira parceria com Zé Rodrix - e "Homem de Neanderthal" (Sá). Neste mesmo ano foi morar na casa de Guarabyra, em Ipanema, e ali nasceu o trio Sá, Rodrix & Guarabyra.
Em 1973 o trio mudou-se para São Paulo, onde Sá e Guarabyra fundaram - com Rogério Duprat, Luiz Arruda Botelho e Vanderlei Rodrigues - o estúdio Vice Versa, referência da época. A dupla acabou por mudar os rumos da música de propaganda com sucessos publicitários estrondosos como "Só Tem Amor Quem tem Amor Pra Dar" (Guarabyra) para a Pepsi Cola e "Vem Pra Caixa Você Também" (Sá) para a Caixa Econômica Federal.
Hoje, a par da carreira musical, Sá mantém uma coluna mensal na revista "Backstage", a "Vida de Artista". Mora em Belo Horizonte, é casado com Verlaine Veloso Sarmento de Sá e é pai de cinco filhos.


 


 


 

GUARABYRA

Guttemberg Nery Guarabyra Filho (Gut) nasceu às margens do rio São Francisco, em Barra do Rio Grande, Bahia, em 20 de novembro de 1947. Filho de pastor batista, inicia-se na música cantando hinos na igreja. Passou a primeira infância entre as cidades de Barra e Xique-Xique tendo se transferido depois para Bom Jesus da Lapa, onde aos 15 anos monta junto com o irmão Gilson Guarabyra um espetáculo de música folclórica, que viaja pelas cidades ribeirinhas de Minas e Bahia.
Em 1966 segue para o Rio de Janeiro, onde conhece seus parceiros Luiz Carlos Sá e Sidney Miller, a ele apresentados pelo letrista e poeta Nelson Lins de Barros. Convocados pelo crítico e jornalista Sérgio Cabral, eles se apresentavam às terças no então recém-inaugurado Teatro Casa Grande. No final de 1967 participou do II Festival Internacional da Canção da TV Globo, representando o Brasil e vencendo a fase nacional com a música "Margarida", interpretada por ele próprio com acompanhamento do Grupo Manifesto, música transformada em febre nacional e cantada pelo país inteiro, deixando em 2º lugar a "Travessia" de Milton Nascimento e em 3º a "Carolina" de Chico Buarque. Na fase internacional classificou-se em terceiro lugar (1º Jimmy Fontana, Itália; 2º Quincy Jones, EUA). Lançaria dois anos depois seu primeiro LP, "Guttemberg Guarabyra".
A partir do ano seguinte ao do Festival, contratado pela TV Tupi do Rio dedicou-se à produção de TV e assinou a produção musical dos programas "Bibi ao vivo", "Blota Jr." e outros.
Em 1969, participou do Festival de Juiz de Fora (MG), classificando-se em 1º lugar com sua canção "Casaco marrom" (com Renato Correa e Danilo Caymmi), interpretada por Cynara. Em 1971 foi contratado pela TV Globo e dirigiu o VI FIC ao lado de Augusto Marzagão, assumiu também a direção artística do Festival de Juiz de Fora além de dirigir o Festival Internacional de la Canción, para o Sistema Televisa, no México. De volta ao Brasil desligou-se da Globo após liderar um movimento contra a Censura e retomou a carreira artística
Nessa época, com a participação de Zé Rodrix, foi formado em sua casa, em Ipanema, o trio Sá, Rodrix e Guarabyra, que em 1973 - com a saída de Rodrix para uma carreira solo - deu origem à dupla. Neste mesmo ano funda com Sá, Rogério Duprat e outros sócios o estúdio Vice Versa. Começa então a trabalhar com jingles publicitários, sendo seu maior sucesso o "Só Tem Amor Quem Tem Amor pra Dar", da Pepsi Cola, premiado com o Clio Award, que se tornou um divisor de águas na criação musical publicitária. Dirigiu ainda o departamento de Rádio da agência DPZ.
Na carreira jornalística foi cronista do Diário Popular (depois Diário de São Paulo) e colunista do "Estado de São Paulo", tendo suas crônicas distribuídas pela Agência Estado para dezenas de outros jornais. Em 1997 lançou pela Editora Moderna o livro "O Outro Lado do Mundo".
Atualmente, a par da carreira da dupla e como ex-morador do icônico Solar da Fossa, pensão que abrigou quase todas as figuras importantes das artes brasileiras nos anos 60 e 70, apresenta-se em palestras-shows com Toninho Vaz, escritor, jornalista e roteirista, autor de "Solar da Fossa", A "Biografia de Torquato Neto" e a de "Paulo Leminski, o Bandido que Sabia Latim", onde passeia por um repertório baseado em músicas de ex- habitantes do Solar.
Guarabyra mora atualmente em São Paulo e é pai de três filhos.

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